"Nosso povo superou muitos obstáculos no passado, e sairá mais forte desta provação", acrescentou Saleh. Ele acusou os radicais islâmicos e a oposição parlamentar de terem provocado a escassez de gás e combustível no país "ao bloquear as estradas", atribuindo a eles também os problemas eletricidade.
O Congresso Popular Geral (CPG) do presidente Saleh afirmou que sua saída é "inaceitável". Tarek al Chami, porta-voz do CPG, disse "o poder continuará até que o povo vote através de eleições, o único meio para uma trasição pacífica do governo".
O CPG também acusou a organização islamita Al Islah de instigar os protestos. O órgão, reunido na noite de sexta-feira em Sanaa sob a presidência de Saleh, "examinou as posições obstinadas do partido Al Islah e de seus aliados (...), que fecharam a porta para o diálogo e buscaram a escalada" de violência. Entre estes aliados, o comitê cita os partidos da oposição parlamentar, a rebelião xiita do norte do Iêmen e a rede Al-Qaeda, segundo uma ata da reunião publicada pela agência oficial SABA.
Cada vez mais isolado, Saleh afirmou na sexta-feira que não cederá o poder aos opositores, a quem chamou de "aventureiros" e "conspiradores". Uma tentativa de reconciliação com o general Mohsen Ali al Ahmar, homem forte do exército iemenita que se somou ao movimento contra o regime, fracassou.
Ainda neste sábado, seis supostos membros da rede terrorista Al-Qaeda teriam sido mortos em um confronto com o exército do Iêmen na província de Abyan, no sul, segundo uma fonte dos serviços de segurança.