Participavam da sessão o ministro da Educação, Felipe Bulnes, e vários senadores. Os estudantes invadiram o salão e alguns deles subiram na mesa de reunião para levantar um cartaz que dizia: "Plebiscito agora". Essa é uma demanda dos estudantes para a realização de uma consulta popular que defina o futuro da educação.
A invasão levou ao encerramento da sessão e o ministro abandonou o recinto sob ameaça de agressão. Os estudantes deixaram o local uma hora depois, após ter firmado um acordo com o presidente do senado, Guido Giradi, para que seja apresentado um projeto de lei sobre a realização desta consulta popular.
O anúncio do acordo foi comemorado com gritos de "vai cair, vai cair, a educação de Pinochet", referindo-se ao regime do ex-ditador, que de 1973 a 1990 desmantelou o sistema de educação pública do Chile. Ao sairem, os manifestantes foram encaminhados para uma delegacia, sendo liberados posteriormente.
Apesar do acordo firmado com o Senado, a ação foi criticada pelo ministro do Interior, Rodrido Hinzpter, que acusou os estudantes de "agredir, insultar e ameaçar" parlamentares. "O governo considera esses fatos extremamente graves. Esse foi um péssimo precendente, contrário às normas democráticas de convivência", completou o ministro, que prometeu levar os responsáveis à justiça.
Para 2012, Piñera anunciou um aumento de 7,2% dos recursos destinados à educação, em meio a um conflito estudantil que mantém paralisadas as escolas há cinco meses, exigindo educação pública gratuita e de qualidade. O orçamento prevê destinar 11,65 bilhões de dólares à educação, volume considerado "insuficiente" pelos estudantes.