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Estudantes chilenos invadem comissão legislativa sobre educação

Manifestantes pediram um plebiscito para definir futuro da área no país

Estudantes chilenos invadem comissão legislativa sobre educação
Estudantes chilenos invadem comissão legislativa sobre educação Foto : Claudio Santana / AFP / CP
Um grupo de estudantes chilenos invadiu nessa quinta-feira uma comissão legislativa sobre educação da qual participava o ministro dessa pasta, Felipe Bulnes, o que levou ao encerramento da sessão. Segundo um vídeo divulgado na Internet pela televisão local, cerca de 60 pessoas entraram na antiga sede do Congresso chileno em Santiago no momento em que uma comissão do Senado discutia o orçamento para a educação em 2012.

Participavam da sessão o ministro da Educação, Felipe Bulnes, e vários senadores. Os estudantes invadiram o salão e alguns deles subiram na mesa de reunião para levantar um cartaz que dizia: "Plebiscito agora". Essa é uma demanda dos estudantes para a realização de uma consulta popular que defina o futuro da educação.

A invasão levou ao encerramento da sessão e o ministro abandonou o recinto sob ameaça de agressão. Os estudantes deixaram o local uma hora depois, após ter firmado um acordo com o presidente do senado, Guido Giradi, para que seja apresentado um projeto de lei sobre a realização desta consulta popular.

O anúncio do acordo foi comemorado com gritos de "vai cair, vai cair, a educação de Pinochet", referindo-se ao regime do ex-ditador, que de 1973 a 1990 desmantelou o sistema de educação pública do Chile. Ao sairem, os manifestantes foram encaminhados para uma delegacia, sendo liberados posteriormente.

Apesar do acordo firmado com o Senado, a ação foi criticada pelo ministro do Interior, Rodrido Hinzpter, que acusou os estudantes de "agredir, insultar e ameaçar" parlamentares. "O governo considera esses fatos extremamente graves. Esse foi um péssimo precendente, contrário às normas democráticas de convivência", completou o ministro, que prometeu levar os responsáveis à justiça.

Para 2012, Piñera anunciou um aumento de 7,2% dos recursos destinados à educação, em meio a um conflito estudantil que mantém paralisadas as escolas há cinco meses, exigindo educação pública gratuita e de qualidade. O orçamento prevê destinar 11,65 bilhões de dólares à educação, volume considerado "insuficiente" pelos estudantes.

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