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Estudantes saem às ruas de Caracas em protesto contra governo

Manifestação levou o presidente venezuelano a falar em tentativa de golpe de Estado

Manifesto ocorreu na Praça Altamira, próximo ao local onde um jovem opositor morreu na última quarta
Manifesto ocorreu na Praça Altamira, próximo ao local onde um jovem opositor morreu na última quarta Foto : Leo Ramirez / AFP / CP
Cerca de 2 mil estudantes saíram na noite dessa quinta às ruas da capital venezuelana para protestar contra o governo, um dia depois de três pessoas terem sido mortas e dezenas feridas. Próximo ao local onde um jovem opositor morreu na quarta, os estudantes queixavam-se da violência governamental e da opressão.

"Quem somos nós? Estudantes! O que queremos? Liberdade!", gritavam, na Praça Altamira, um tradicional local de protestos antigovernamentais em Chacao, Caracas. Um dia antes, milhares protestaram contra o aumento do crime, da inflação e da escassez de alimentos, no maior desafio a Maduro desde que ele tomou posse em 2013. O protesto levou o presidente venezuelano a falar em tentativa de golpe de Estado e a garantir que não seria derrubado. O governo apelou à realização de manifestações "antifascistas", mas a adesão foi fraca.

O principal líder da oposição, Henrique Capriles, respondeu que falar em golpe não fazia sentido. "A expressão das pessoas não é um golpe de Estado. Um civil não faz golpes de Estado", disse Capriles, que concorreu contra Maduro nas eleições presidenciais de 2013. "Vamos canalizar o descontentamento, mas não vou mentir, não há condições para a saída do governo", disse aos jornalistas, ao condenar os confrontos entre manifestantes contra e a favor do governo.

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