"Quem somos nós? Estudantes! O que queremos? Liberdade!", gritavam, na Praça Altamira, um tradicional local de protestos antigovernamentais em Chacao, Caracas. Um dia antes, milhares protestaram contra o aumento do crime, da inflação e da escassez de alimentos, no maior desafio a Maduro desde que ele tomou posse em 2013. O protesto levou o presidente venezuelano a falar em tentativa de golpe de Estado e a garantir que não seria derrubado. O governo apelou à realização de manifestações "antifascistas", mas a adesão foi fraca.
O principal líder da oposição, Henrique Capriles, respondeu que falar em golpe não fazia sentido. "A expressão das pessoas não é um golpe de Estado. Um civil não faz golpes de Estado", disse Capriles, que concorreu contra Maduro nas eleições presidenciais de 2013. "Vamos canalizar o descontentamento, mas não vou mentir, não há condições para a saída do governo", disse aos jornalistas, ao condenar os confrontos entre manifestantes contra e a favor do governo.