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EUA abrem uma nova frente contra jihadistas no Iraque

Forças americanas querem proteger uma represa fundamental no oeste do país

Os Estados Unidos ampliaram neste domingo sua campanha aérea contra os jihadistas no oeste do Iraque para proteger uma represa fundamental, enquanto Washington negociava a formação de uma coalizão internacional para combater com mais eficácia o Estado Islâmico (EI). Até então, as forças americanas haviam limitado seus ataques a posições do EI ao norte de Bagdá, ajudando o exército iraquiano, os combatentes curdos e as milícias xiitas para tirar dos sunitas ultra-radicais o controle de diversos pontos, como a represa de Mossul, a mais importante do país.

O grupo jihadista assumiu o controle em janeiro de algumas zonas da província ocidental de Al Anbar, de maioria sunita, mas intensificou seu avanço no Iraque graças a uma grande ofensiva lançada em 9 de junho. "A pedido do governo do Iraque, as forças americanas atacaram os terroristas do EI perto de Haditha, na província de Al Anbar, para apoiar as forças de segurança iraquianas que protegem a represa de Haditha", indicou o comando militar americano.

"Realizamos estes ataques para impedir que os terroristas ameacem a segurança da represa, que permanece sob controle das forças de segurança iraquianas que combatem com o apoio de tribos sunitas", informou o porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, em um comunicado. "Uma eventual perda do controle da represa ou catastrófico acidente nela - e a consequente inundação que geraria - implicaria uma ameaça pra o pessoal e as instalações americanas em Bagdá e arredores, assim como para milhares de cidadãos iraquianos" acrescentou. O EI tentou várias vezes assumir o controle da represa de Haditha, a segunda mais importante do Iraque para a produção de eletricidade, até agora sem êxito.

Liga Árabe

O chefe da Liga Árabe, Nabil Al Arabi, pediu neste domingo aos países árabes que combatam "militar e politicamente" os jihadistas do Estado Islâmico. As declarações, realizadas durante uma reunião de ministros árabes das Relações Exteriores, acontecem um dia depois que Al Arabi conversou John Kerry sobre a mobilização contra o grupo radical islamita, que controla parte dos territórios da Síria e do Iraque.

O dirigente da Liga Árabe pediu aos ministros que tomem "decisões corajosas para fazer frente aos fenômenos do terrorismo (...) que ameaçam a existência de certos estados árabes". "É preciso fazer frente ao terrorismo de maneira global, militarmente, politicamente e ideologicamente", acrescentou o chefe da organização pan-árabe.

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