O grupo jihadista assumiu o controle em janeiro de algumas zonas da província ocidental de Al Anbar, de maioria sunita, mas intensificou seu avanço no Iraque graças a uma grande ofensiva lançada em 9 de junho. "A pedido do governo do Iraque, as forças americanas atacaram os terroristas do EI perto de Haditha, na província de Al Anbar, para apoiar as forças de segurança iraquianas que protegem a represa de Haditha", indicou o comando militar americano.
"Realizamos estes ataques para impedir que os terroristas ameacem a segurança da represa, que permanece sob controle das forças de segurança iraquianas que combatem com o apoio de tribos sunitas", informou o porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, em um comunicado. "Uma eventual perda do controle da represa ou catastrófico acidente nela - e a consequente inundação que geraria - implicaria uma ameaça pra o pessoal e as instalações americanas em Bagdá e arredores, assim como para milhares de cidadãos iraquianos" acrescentou. O EI tentou várias vezes assumir o controle da represa de Haditha, a segunda mais importante do Iraque para a produção de eletricidade, até agora sem êxito.
Liga Árabe
O chefe da Liga Árabe, Nabil Al Arabi, pediu neste domingo aos países árabes que combatam "militar e politicamente" os jihadistas do Estado Islâmico. As declarações, realizadas durante uma reunião de ministros árabes das Relações Exteriores, acontecem um dia depois que Al Arabi conversou John Kerry sobre a mobilização contra o grupo radical islamita, que controla parte dos territórios da Síria e do Iraque.
O dirigente da Liga Árabe pediu aos ministros que tomem "decisões corajosas para fazer frente aos fenômenos do terrorismo (...) que ameaçam a existência de certos estados árabes". "É preciso fazer frente ao terrorismo de maneira global, militarmente, politicamente e ideologicamente", acrescentou o chefe da organização pan-árabe.