O ataque químico na Síria, creditado ao governo de Bashar al Assad, é um "crime de guerra", afirmou nesta quinta-feira a diplomacia americana, ao criticar a entrevista do presidente sírio à agência France Presse. "Lamentavelmente, trata-se de algo típico de Assad. Tenta lançar informações falsas", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, ao ser questionado sobre as acusações de Assad, de que o suposto ataque químico de 4 de abril em Jan Sheijun é "100% uma fabricação" dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais.
"Francamente, é uma tática que já vimos no passado por parte da Rússia", respondeu Toner durante sua coletiva de imprensa. Ele lembrou os comentários do secretário de Defesa James Mattis e do secretário de Estado Rex Tillerson, e reafirmou que "há poucas dúvidas sobre o fato de que os últimos ataques com armas químicas em Idlib foram (obra do) governo sírio, do regime sírio".
Durante sua visita na quarta-feira a Moscou, Tillerson comentou que algum dia o presidente sírio pode chegar a responder criminalmente por esses fatos, que não classificou explicitamente de "crimes de guerra", embora tenha reconhecido a existência de "muitos grandes obstáculos jurídicos" para isso.
Assad acusou o "Ocidente, principalmente os Estados Unidos", de ter "montado" o suposto ataque químico de Jan Sheijun. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma ONG baseada em Londres, 87 civis morreram no ataque.
EUA acusa Assad de "crime de guerra" por ataque com gás
Departamente de Estado rebateu versão do governo da Síria de que bombardeio químico foi fabricado