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EUA afirma que 40 países servem de base para reenvio de produtos chineses

Relatório da Casa Branca acusa nações de ajudarem a driblar tarifas alfandegárias, incluindo México, Canadá e União Europeia

EUA acusa China  de promover fraude por meio do reenvio de produtos
EUA acusa China de promover fraude por meio do reenvio de produtos Foto : CN-STR / AFP / CP

Cerca de 40 países, incluindo importantes parceiros comerciais de Washington, servem como ponto de reenvio de produtos, principalmente chineses, para os Estados Unidos. O objetivo é driblar tarifas alfandegárias, conforme um relatório da Casa Branca publicado nesta quinta-feira (13).

Entre as nações mencionadas no documento estão os vizinhos México e Canadá, além da União Europeia, Taiwan, Índia, Japão, Coreia do Sul e Vietnã. A prática consiste em realizar a montagem final de produtos chineses em um país diferente para que não sejam considerados como "feitos na China".

Isso permite que as empresas enviem produtos prontos aos Estados Unidos a partir de países com tarifas alfandegárias mais baixas, segundo o governo americano. O relatório destaca que cerca de 40 países "apresentam alto risco de reenvio" de produtos, ao identificar "uma rede que opera tanto em linhas de produção quanto em linhas logísticas".

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Para Washington, essa prática é ilegal. "Há anos, a China vem promovendo uma verdadeira fraude por meio do reenvio de produtos, mascarando sua origem durante o trânsito por cerca de 40 países, roubando nosso orçamento em dezenas de bilhões de dólares", acusou Peter Navarro, assessor comercial de Donald Trump, durante uma entrevista coletiva.

"Um motor chinês em uma poltrona reclinável vietnamita continua sendo um motor chinês e é um posto de trabalho americano destruído. O presidente Trump prometeu pôr fim a essa sonegação por meio de tarifas mais altas e de uma fronteira melhor protegida", acrescentou Navarro.