O governo do presidente americano, Joe Biden, advertiu nesta terça-feira (1º) que o Irã se prepara para um ataque "iminente" a Israel.
"Os Estados Unidos têm indícios de que o Irã se prepara para lançar um ataque iminente com mísseis balísticos contra Israel", declarou um funcionário americano que pediu para manter o anonimato. "Apoiamos ativamente os preparativos defensivos de Israel", afirmou. A fonte disse ainda que um ataque militar direto teria consequências graves.
O Exército israelense disse que até o momento não havia detectado qualquer ameaça aérea do Irã, mas estava preparado "para defender e atacar" no caso de um ataque vindo do exército iraniano.
Ofensiva terrestre
Israel anunciou uma ofensiva terrestre no Sul do Líbano, após uma semana de intensos bombardeios que deixaram centenas de mortos em todo o país.
O Exército israelense matou Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, apoiado pelo Irã, em um ataque perto de Beirute.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse que a morte de Nasrallah "não será em vão" e o primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, alertou que isso levaria à "destruição" de Israel.
O Irã é alvo de sanções internacionais que lhe causaram grandes problemas econômicos. Até agora, vinha demonstrando alguma moderação em relação à guerra em Gaza entre Israel e o movimento islamista Hamas.
O Irã lançou um ataque sem precedentes contra Israel em abril, em retaliação ao bombardeio à sua missão diplomática em Damasco. A maioria dos seus mísseis foram interceptados pelas forças israelenses e seus aliados.
Biden apelou repetidamente a uma trégua no Líbano e na Faixa de Gaza, mas sem questionar o apoio militar dos EUA a Israel.
O secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, disse na segunda-feira que estava convencido, como Israel, da "necessidade de desmantelar a infraestrutura de ataque do Hezbollah".