Os Estados Unidos estabelecerão novas sanções contra três sobrinhos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, juntamente a várias empresas navais que transportam petróleo venezuelano, confirmou à AFP, nesta quinta-feira (11), um funcionário do Departamento do Tesouro americano.
A medida surge pouco depois de os Estados Unidos terem apreendido um petroleiro em frente à costa venezuelana, o que representa uma escalada na crise entre os dois países.
"Estas sanções têm como alvo três sobrinhos de Maduro, dois dos quais são narcotraficantes convictos", apontou o Departamento de Estado em comunicado.
O governo Trump lembra que "em outubro de 2022, o governo anterior [do presidente Joe Biden] lhes concedeu o indulto como parte de um intercâmbio de presos, que envolveu sete cidadãos americanos detidos na Venezuela".
"Ambos os homens voltaram à Venezuela e, até 2025, continuaram com suas atividades de narcotráfico", assegura o texto.
As sanções são monitoradas pelo Departamento do Tesouro. "A medida de hoje [quinta-feira] também visa o setor petroleiro da Venezuela, incluindo um empresário e seus companhias navais, e identifica seis navios como propriedade bloqueada", acrescenta o comunicado.
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O navio que as forças americanas tomaram no Caribe também era alvo de sanções, neste caso por vínculos com o Irã e o movimento xiita libanês Hezbollah.
Os dois sobrinhos de Maduro condenados em Nova York, após serem detidos em 2016, são Franqui Francisco Flores de Freitas e Efraín Antonio Campos Flores. O terceiro é Carlos Erik Malpica Flores. Os três são sobrinhos por parte da esposa de Maduro, Cilia Flores.