EUA aplica sanções a banco cubano por beneficiar militares e "interferência" na Venezuela

EUA aplica sanções a banco cubano por beneficiar militares e "interferência" na Venezuela

Cresce especulação sobre governo Trump voltar a classificar Havana com patrocinadora do terrorismo

AFP

Mike Pompeo confirmou sanção em nota oficial

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O governo dos Estados Unidos acrescentou, nesta sexta-feira, um banco cubano a sua lista de entidades sob sanção, alegando que "beneficia desproporcionalmente" os militares da ilha e ajuda a financiar a "ingerência" de Havana na Venezuela. Essa medida ocorre em meio a especulações recentes de que o governo do presidente Donald Trump, em seus últimos dias à frente da Casa Branca, está considerando redesignar a ilha como um Estado patrocinador do terrorismo.

Em um comunicado, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a inclusão do Banco Financeiro Internacional S.A. (BFI) a sua Lista Restrita de Cuba, que proíbe, em geral, as transações financeiras diretas com as entidades listadas. "O BFI é um banco comercial controlado pelos militares cubanos que se beneficia diretamente das transações financeiras às custas do povo cubano", disse o secretário de Estado Michael Pompeo, em nota.

Segundo o chefe da diplomacia norte-americana, o exército cubano usa as divisas do banco para "dar acesso preferencial às empresas militares e estatais, garantir taxas de câmbio vantajosas e financiar projetos controlados pelo governo que enriquecem o regime". Assim, os lucros "beneficiam desproporcionalmente os militares cubanos (...) promovendo a repressão ao povo cubano e financiando a ingerência de Cuba na Venezuela", acrescenta o texto.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez reagiu no Twitter: a "nova medida punitiva do Departamento de Estado (...) visa reforçar um cerco econômico que não conseguiu destruir a Revolução cubana em 62 anos".

Se isso acontecer, Cuba sofrerá obstáculos significativos ao investimento estrangeiro e poderá dificultar a diplomacia com o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

De acordo com o The New York Times, o Departamento de Estado já preparou uma proposta para incluir Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, mas não está claro se Pompeo a aprovaria.


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