"Reiteramos nossa antiga oposição aos assentamentos e aos anúncios de construções em Jerusalém Oriental. Acreditamos que essas ações dificultam a retomada das negociações diretas ou uma solução de dois estados", enfatizou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor. "As negociações diretas continuam sendo nosso objetivo e encorajamos todas as partes a tomar medidas que tornem mais fácil de alcançá-la," disse Vietor.
Israel revelou mais cedo planos de expansão na fronteira, em resposta à votação histórica na Assembleia Geral da ONU, na quinta-feira, que apoiou o reconhecimento da Palestina como um Estado observador não-membro da ONU.
Segundo a imprensa local, as obras ocorreriam em uma área de muita disputa da Cisjordânia, conhecida como E1, um corredor localizado entre a fronteira mais oriental da anexada Jerusalém Oriental e o assentamento de Maaleh Adumim.
A Organização para a Libertação da Palestina condenou a ação como um ato de "agressão israelense contra um Estado." Os palestinos se opõem ao projeto E1, já que ele efetivamente corta a Cisjordânia ocupada em duas, de norte a sul, e torna a criação de um estado palestino viável muito problemática.