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EUA condenam plano israelense de ampliar assentamentos

Casa Branca alertou sobre impacto negativo de construções na Cisjordânia para as negociações de paz

Palestinos se opõem ao projeto
Palestinos se opõem ao projeto Foto : Jaafar Ashtiyeh / AFP / CP
A Casa Branca condenou, nesta sexta-feira, a decisão de Israel de construir 3 mil novas habitações em Jerusalém Oriental e Cisjordânia, considerando-as contraproducentes. A diplomacia dos Estados Unidos acrescentou que a ação tornaria a retomada das negociações de paz mais difíceis.

"Reiteramos nossa antiga oposição aos assentamentos e aos anúncios de construções em Jerusalém Oriental. Acreditamos que essas ações dificultam a retomada das negociações diretas ou uma solução de dois estados", enfatizou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor. "As negociações diretas continuam sendo nosso objetivo e encorajamos todas as partes a tomar medidas que tornem mais fácil de alcançá-la," disse Vietor.

Israel revelou mais cedo planos de expansão na fronteira, em resposta à votação histórica na Assembleia Geral da ONU, na quinta-feira, que apoiou o reconhecimento da Palestina como um Estado observador não-membro da ONU.
Segundo a imprensa local, as obras ocorreriam em uma área de muita disputa da Cisjordânia, conhecida como E1, um corredor localizado entre a fronteira mais oriental da anexada Jerusalém Oriental e o assentamento de Maaleh Adumim.

A Organização para a Libertação da Palestina condenou a ação como um ato de "agressão israelense contra um Estado." Os palestinos se opõem ao projeto E1, já que ele efetivamente corta a Cisjordânia ocupada em duas, de norte a sul, e torna a criação de um estado palestino viável muito problemática.


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