Autoridades americanas confirmaram na segunda-feira (16) que é provável que a cúpula prevista entre o presidente Donald Trump e seu homólogo chinês Xi Jinping no fim do mês seja adiada devido à guerra no Irã. O governo americano afirmou que Trump visitaria a China de 31 de março a 2 de abril para se reunir com Xi, embora Pequim não tenha confirmado as datas.
'É muito possível que a reunião seja adiada', declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News.
'Não acho que a reunião esteja em risco', acrescentou, afirmando que 'realmente é apenas uma questão de qual é o momento oportuno'.
O presidente americano incluiu a China em uma lista de países que, segundo ele, deveriam enviar forças para obrigar o Irã a reabrir o trânsito pelo estreito de Ormuz, por onde normalmente passa 20% da produção mundial de petróleo.
A China mantém estreitos laços com o Irã e é o principal cliente do petróleo iraniano.
'Acho que a China também deveria ajudar porque importa 90% de seu petróleo pelo estreito', disse Trump em uma entrevista publicada no domingo pelo Financial Times, acrescentando que deseja receber uma resposta de Pequim antes da cúpula com Xi.
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'Gostaríamos de saber antes disso. (Duas semanas é) muito tempo', afirmou. Caso contrário, 'poderíamos adiar' a visita.
Nesta segunda-feira, o secretário do Tesouro disse que o encontro poderia ser postergado, embora por motivos logísticos e não pelo pedido de Trump para ajudar a desbloquear Ormuz.
Em declarações à emissora americana CNBC em Paris, onde manteve reuniões econômicas 'muito boas' com representantes chineses, Scott Bessent afirmou que uma viagem presidencial ao exterior 'poderia não ser o mais conveniente' em um momento de conflito militar com o Irã.
'Veremos se a visita ocorrerá conforme o previsto. Mas o que quero esclarecer - e há uma narrativa falsa circulando - é que, se as reuniões forem adiadas, não será porque o presidente exigiu que a China patrulhe o estreito de Ormuz', disse Bessent.
'Se por alguma razão a reunião for reagendada, será por questões logísticas', acrescentou. 'O presidente quer permanecer em Washington para coordenar o esforço de guerra, e viajar ao exterior em um momento como este pode não ser o mais conveniente'.