O governo de Barack Obama convidou a presidente Dilma Rousseff a uma nova visita aos Estados Unidos, nos próximos meses, um passo que pode contribuir para recompor a relação bilateral abalada após as revelações sobre o programa de espionagem global, informou um porta-voz do Planalto. O vice-presidente americano, Joe Biden, fez o convite por telefone à presidente Dilma em 13 de março, acrescentou o porta-voz.
Washington propôs duas alternativas à presidente: recebê-la para uma visita de Estado em 2016, ou para um encontro de trabalho de alto nível - embora menos formal -, ainda em 2015. Dilma Rousseff responderá Obama quando ambos se encontrarem de forma bilateral, em paralelo à VII Cúpula das Américas no Panamá, que acontece em 10 e 11 de abril.
Dilma faria uma visita de Estado a Washington, DC, em outubro de 2013, mas o encontro foi cancelado, após as denúncias de que os Estados Unidos espionaram as comunicações de milhões de brasileiros, incluindo da própria presidente Dilma e de vários de seus assessores, além de empresas brasileiras, como a Petrobras. Para uma nova visita, o Brasil exigiu uma investigação, explicações e o compromisso americano de que a espionagem não voltaria a acontecer.
Desde o incidente, um dos golpes mais duros na relação bilateral nas últimas três décadas, Brasília e Washington tentam reprogramar o encontro, com uma ativa participação do vice-presidente Biden nesse processo. "O Brasil é um ator-chave no cenário mundial e visitas de alto nível são uma demonstração de que queremos investir para ter uma relação bilateral forte", disseram fontes da Casa Branca, sem comentar qualquer data de um possível encontro entre Obama e Dilma.
EUA convidam Dilma para nova visita a Washington
Encontro pode contribuir para retomada da relação bilateral após revelações de espionagem