O exército dos Estados Unidos anunciou que criará uma força-tarefa para bloquear rotas terrestres em direção ao Irã que, segundo afirma, são utilizadas para o envio de armas e mercadorias ilícitas.
As restrições ampliariam o bloqueio naval americano aos portos iranianos, imposto no contexto da guerra. Essa iniciativa "restringirá ainda mais a capacidade do Irã de financiar o terrorismo, reconstruir fábricas de armas e recompor suas forças militares", disse o chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), Brad Cooper, em comunicado publicado no sábado no X.
A equipe será composta por 20 membros, entre civis e militares, baseados na Flórida.
Reação iraniana
A Guarda Revolucionária, o exército de elite iraniano, afirmou que um projeto como esse "fracassará" e não provocará o "colapso" da economia da República Islâmica. Seu porta-voz, Hossein Mohebi, declarou que os Estados Unidos seriam "incapazes de bloquear" os canais de comunicação entre o Irã e os países vizinhos.
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Segundo o Centcom, o bloqueio dos portos iranianos por parte de Washington "impediu que o Irã exportasse mais de 25 bilhões de dólares (R$ 137,5 bilhões) em petróleo bruto".
Asfixia econômica e Estreito de Ormuz
Em agosto, os Estados Unidos anunciaram uma campanha de "asfixia econômica" contra o Irã, destinada a estrangular sua economia, que já se encontra em situação precária.
Essas medidas foram uma resposta ao ato de guerra do Estreito de Ormuz por parte de Teerã, onde as forças iranianas atacam regularmente embarcações que tentam atravessá-lo sem autorização. Por ali passava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes do conflito.