Os Estados Unidos estão "muito decepcionados" com o cancelamento de uma visita de uma delegação israelense programada para discutir a planejada ofensiva contra Rafah, no sul da Faixa de Gaza, disse a Casa Branca nesta segunda-feira, 25.
"Estamos muito decepcionados por eles não virem a Washington para que possamos ter uma conversa aprofundada sobre alternativas viáveis à intervenção no terreno em Rafah", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, aos jornalistas.
Israel cancelou a visita depois que os Estados Unidos se abstiveram de uma votação no Conselho de Segurança da ONU que pedia um cessar-fogo em Gaza, uma medida que o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que afeta a luta contra o Hamas.
Mas Kirby insistiu que a votação "não representa uma mudança" na política e afirmou que os Estados Unidos se abstiveram porque o texto não condena o Hamas.
"Temos sido consistentes no nosso apoio a um cessar-fogo como parte de um acordo de reféns", disse ele, referindo-se aos esforços para libertar as cerca de 130 pessoas que se acredita ainda estarem detidas em Gaza depois de terem sido sequestradas em um ataque do Hamas em outubro.
A guerra eclodiu em 7 de outubro, após este ataque em Israel, que causou cerca de 1.160 mortos, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados israelenses.
A resposta israelense deixou pelo menos 32.333 mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que governa este território palestiniano desde 2007.
Os Estados Unidos apoiaram Israel com apoio militar e diplomático, mas não escondem a sua frustração com Netanyahu à medida que aumenta o número de vítimas civis na Faixa de Gaza.
Alertar sobre “erro”
Os Estados Unidos disseram nesta segunda-feira, 25, que buscarão uma forma de advertir Israel contra um ataque em Rafah, após o cancelamento da visita de uma delegação israelense prevista para falar sobre o projeto de ofensiva contra esta localidade da Faixa de Gaza.
"Acreditamos que este tipo de invasão em grande escala seria um erro”, disse à imprensa o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller. Acrescentou que o chefe da diplomacia, Antony Blinken, provavelmente falará disso com o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, de visita em Washington.
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