Os Estados Unidos decidirão quais empresas petrolíferas poderão operar na Venezuela e atuarão como intermediários entre essas empresas e o governo do país sul-americano, declarou nesta sexta-feira (9) o presidente Donald Trump.
"Vamos tomar a decisão sobre quais petroleiras vão entrar [na Venezuela], vamos fechar o acordo", disse Trump ao receber mais de duas dezenas de representantes de empresas do setor na Casa Branca.
"Vocês estão negociando diretamente conosco, não estão negociando com a Venezuela de forma alguma, não queremos que negociem com a Venezuela", advertiu o mandatário republicano.
"E vocês terão total segurança. Uma das razões pelas quais não podiam trabalhar [na Venezuela] é que não tinham garantias. Mas agora têm segurança total", enfatizou Trump.
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O presidente havia decretado sanções contra o petróleo venezuelano em 2019, durante seu primeiro mandato. O governo Trump também instituiu uma recompensa inicial de 15 milhões de dólares contra o então presidente venezuelano Nicolás Maduro, que posteriormente, sob a presidência de Joe Biden, foi elevada para 25 milhões de dólares. No ano passado, essa recompensa aumentou para 50 milhões de dólares (cerca de R$ 270 milhões).
Os Estados Unidos conseguiram capturar Maduro e a esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro, em uma operação militar que sacudiu o mercado petrolífero. O casal foi imediatamente transferido para Nova York para enfrentar um processo por narcotráfico e outras acusações