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EUA declaram apoio à Assembleia Nacional da Venezuela contra regime de Maduro

Parlamento foi esvaziado de seus poderes pelo governo em 2017

Mike Pence chamou o venezuelano de "ditador sem qualquer direito legítimo ao poder"
Mike Pence chamou o venezuelano de "ditador sem qualquer direito legítimo ao poder" Foto : Paul Morigi / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP / CP
O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, manifestou nesta terça-feira o apoio do governo americano à decisão do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o deputado Juan Guaidó, de declarar Nicolás Maduro como um "usurpador" da presidência e reivindicar para o órgão Legislativo a prerrogativa sobre o estabelecimento de um governo de transição. Eleita com maioria oposicionista, a Assembleia Nacional foi esvaziada de seus poderes pelo governo de Maduro em 2017 com a criação da Assembleia Nacional Constituinte, esta formada apenas por partidários do regime.

Em vídeo publicado em sua conta no Twitter, o segundo no poder da Casa Branca afirma que Maduro é "um ditador sem qualquer direito legítimo ao poder". "Ele nunca ganhou a presidência em uma eleição livre e justa e ele manteve o seu poder ao aprisionar qualquer pessoa que ousasse se opor a ele", acrescenta.

Aludindo às manifestações contra o regime chavista convocadas nacionalmente por Guaidó para amanhã, 23 de janeiro - data que, em 1958, marcou o fim da ditadura comandada pelo general Marcos Pérez Jiménez no país -, Pence expressou o "apoio resoluto" dos Estados Unidos enquanto o povo da Venezuela "levanta a sua voz em um chamado à liberdade". "Estamos con ustedes", diz o vice-presidente americano, em espanhol. E promete: "Continuaremos com vocês até a democracia ser restaurada e vocês retomarem o seu direito de nascimento à liberdade. Muchas gracias y vayan con Dios."

Chanceler

Pouco depois, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, escreveu também no Twitter que a Assembleia Nacional permanece como "o único órgão válido democraticamente eleito" da Venezuela. "O Tribunal Supremo de Justiça não tem legitimidade assim como Maduro. Apoiamos o chamado para que todos os venezuelanos trabalhem juntos pacificamente para restaurar um governo constitucional e a democracia na Venezuela", concluiu, referindo-se também às manifestações Maduro convocadas para amanhã.