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EUA denuncia 'barbárie' na Síria

Opositores têm conclamado as pessoas a intensificarem os protestos a partir desta terça-feira em todas as cidades.

EUA denunciam barbárie na Síria
EUA denunciam barbárie na Síria Foto : AFP
Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos acusam a Síria de aplicar medidas "bárbaras" após o regime árabe ter detido mais de mil pessoas para tentar conter a onda de protestos no país, os opositores têm conclamado as pessoas a intensificarem os protestos a partir desta terça-feira em todas as cidades.

Mark Toner, porta-voz do departamento americano de Estado, denunciou aquilo que chamou de "uma vasta campanha de detenções arbitrárias contra jovens de Deraa", além de acusar o governo de provocar cortes de água e de eletricidade.
"São medidas francamente bárbaras que se assimilam ao castigo coletivo de civis inocentes", acrescentou Toner.

"Houve um aumento sem sentido das prisões. As autoridades prendem simplesmente todos que querem se manifestar", disse a Organização Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), segundo a qual o número de pessoas detidas nos últimos dias chega a mais de mil.

"Convocamos os sírios de todas as regiões a ir, a partir desta terça-feira, a todas as praças públicas para organizar manifestações que durarão dia e noite, diz a página da "Syrian Revolution 2011" no Facebook.

Também foram realizados alguns comícios na cidade de Hama e em Jasem, que fica nas proximidades de Deraa, epicentro das revoltas. "As detenções de militantes suspeitos de organizar manifestações continuam ininterruptamente em todo o país", declarou Rami Abdel Rahman, presidente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres. Com a violenta reação do governo às manifestações, as pressões internacionais se acentuaram sobre o regime de Bachar al Assad.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu "sanções mais duras contra a Síria com a finalidade de castigar a repressão inaceitável aos protestos", em entrevista que aparecerá na quarta-feira na revista francesa L'Express. O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, afirmou hoje que "um governo que mata os cidadãos que se manifestam perde sua legitimidade".

Já o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, estimou que o regime do presidente Assad está destinado a desaparecer.
Segundo a organização de direitos humanos "INSAN", 607 pessoas morreram desde o princípio da revolta, há um mês e meio.
Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos acusam a Síria de aplicar medidas "bárbaras" após o regime árabe ter detido mais de mil pessoas para tentar conter a onda de protestos no país, os opositores têm conclamado as pessoas a intensificarem os protestos a partir desta terça-feira em todas as cidades.

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