“Obviamente estamos preocupados com seu estado de saúde, como seria o caso com qualquer um que sofre o que ele (Chávez) está sofrendo, e o desejamos uma pronta recuperação”, disse Nuland. Os Estados Unidos não se manifestam sobre qual deve ser o caminho a seguir para a Venezuela a partir de quinta-feira, se Chávez não puder ir a Caracas para tomar posse, afirmou a porta-voz à imprensa.
“Este é um tema que os venezuelanos devem decidir e devem fazê-lo de maneira que sejam incluídas todas as vozes na discussão, e de forma livre”, considerou. O líder opositor Henrique Capriles pediu nesta terça-feira ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que se pronuncie sobre o “conflito constitucional” que o país atravessa.
Os Estados Unidos, que reconheceram na semana passada que mantêm contato com o regime e com a oposição, querem que todas essas vozes sejam ouvidas, insistiu a porta-voz. Em todo caso, “não há explicação para a violência para nenhuma das partes”, afirmou a porta-voz.
Chávez, de 58 anos, o líder político mais problemático para os Estados Unidos na América Latina, luta para vencer um câncer que não teve seus detalhes revelados.