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EUA diz não buscar “guerra” com a China, mas fala em dissuadir país asiático de fazer “ameaças”

Pete Hegseth afirmou que exército chinês "tem uma presença excessiva no hemisfério ocidental"

Hegseth participa de conferência de segurança regional no Panamá
Hegseth participa de conferência de segurança regional no Panamá Foto : MARTIN BERNETTI / AFP

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou no Panamá, nesta quarta-feira (9), que seu país não busca uma "guerra" com a China, mas alertou que a China deve ser dissuadida de suas "ameaças" no continente.

Em seu discurso em uma conferência de segurança regional, o chefe do Pentágono alertou que o exército chinês "tem uma presença excessiva no hemisfério ocidental" e "opera instalações militares" que ampliam seu alcance.

"Não buscamos a guerra com a China. E a guerra com a China certamente não é inevitável. Não a buscamos de forma alguma. Mas, juntos, devemos evitar a guerra, dissuadindo firme e vigorosamente as ameaças da China neste hemisfério", frisou.

Hegseth afirmou que, além disso, as empresas chinesas "estão se apoderando de terras e infraestrutura crítica em setores estratégicos, como energia e telecomunicações". O secretário de Defesa dos EUA acusou a China de "explorar os recursos" de países da região "para alimentar" suas "ambições militares globais".

"Não se enganem, Pequim está investindo e operando nesta região para obter vantagens militares e benefícios econômicos injustos", alertou ele aos ministros, comandantes militares e autoridades de segurança da região presentes na reunião.

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Hegseth reiterou que o governo de Donald Trump não permitirá que a China influencie o Canal do Panamá, um canal construído pelo Estado e que o presidente republicano prometeu "recuperar".

"Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros no Panamá para proteger o canal e promover nossos interesses mútuos de segurança. Juntos, estamos recuperando-o da influência chinesa", enfatizou.