O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou neste sábado que o presidente sírio Bashar al-Assad tem que abandonar o poder, mas sua renúncia pode acontecer mais adiante e a data pode ser objeto de negociação. "Há um ano e meio afirmamos que Assad deve sair, mas (...) não tem que ser tal dia (ou) tal mês", declarou Kerry.
"Todas as partes têm que unir-se e chegar a um acordo sobre o modo como isto pode ser concretizado", completou. "Precisamos iniciar a negociação. Esperamos que a Rússia, o Irã e outros países com influência ajudem a alcançar isto". "Estamos preparados para negociar. Assad está preparado para negociar, negociar de verdade? A Rússia está preparada para levá-lo à mesa de negociações e de verdade encontrar uma solução para esta violência?", questionou.
De acordo com Kerry, "até o momento Assad se negou a realizar conversações sérias e Rússia se negou a trazê-lo à mesa para isto". Kerry afirmou na sexta-feira que esperava negociações entre militares muito em breve com a Rússia sobre a guerra na Síria. "Nosso principal objetivo continua sendo destruir o EI (grupo jihadista Estado Islâmico), mas também um acordo político sobre a Síria", acrescentou.
Na quinta-feira, a Casa Branca afirmou que o governo americano estava aberto a "discussões táticas e práticas" com a Rússia sobre a Síria, sem explicar se teriam um caráter civil ou militar, nem o nível das negociações.
A Rússia proporciona um apoio vital a Assad, que enfrenta desde 2011 uma revolta popular, que resultou em uma guerra civil que matou mais de 240.000 pessoas e que motivou a fuga de quatro milhões de pessoas de suas casas.
EUA dizem que presidente sírio deve renunciar, mas que é possível negociar data
John Kerry afirmou que Bashar al-Assad tem que deixar o poder