Os bombardeios noturnos das posições insurgentes, realizados por forças especiais, provocaram o descontentamento popular e são, há tempos, fonte de atrito com o presidente afegão, Hamid Karzai, que acusa as operações da Otan de imprudentes. Mas os militares ocidentais insistem em que estes ataques são extremamente úteis na guerra contra os guerrilheiros talibãs, que levam mais de uma década lutando contra Karzai e seus aliados ocidentais. "Haverá um corpo conjunto, composto por forças afegãs e americanas e da Otan", disse Faizi. "Quando houver a necessidade de levar adiante um bombardeio noturno, a decisão será tomada por este corpo e a decisão final será tomada pelos afegãos", acrescentou.
"Quando os afegãos aprovarem uma operação, esta operação será executada e os afegãos decidirão se é necessária a participação de forças estrangeiras", acrescentou. "Se houver necessidade, os estrangeiros desempenharão um papel de apoio com assistência aérea ou outras tecnologias modernas", continuou. Também será necessária uma ordem das autoridades legais afegãs, disse.
Uma cerimônia de assinatura do acordo estava prevista para as 15h locais (08h30min de Brasília) deste domingo no Ministério das Relações Exteriores. Um porta-voz da embaixada americana se negou a confirmar o acordo.