Segundo a Casa Branca, Obama e Hollande expressaram sua "profunda preocupação com a suposta utilização de armas químicas por parte do regime sírio contra civis nos arredores de Damasco, no dia 21 de agosto". Os dois líderes "discutiram as possíveis respostas da comunidade internacional (...) e concordaram em permanecer em contato para proporcionar uma reação comum a esta agressão sem precedentes", destacou a presidência francesa.
François Hollande já havia conversado neste domingo sobre o ataque químico com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e com o premier australiano, Kevin Rudd. Ele pediu que os inspetores da ONU possam ter acesso "sem demora e sem restrições aos locais afetados".
O regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, afirma que o trabalho dos inspetores da ONU permitirá desmentir as acusações da oposição de que as forças do governo teriam usado armas químicas contra civis, incluindo crianças. Enquanto a oposição fala em 1,3 mil vítimas, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) divulgou no sábado a morte de 355 pacientes que "apresentaram sintomas neurotóxicos" desde a última quarta-feira na região de Damasco.