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EUA e Inglaterra afirmam que Síria usou armas químicas

Uso do gás sárin pode mudar posição norte-americana sobre invasão ao país

EUA e Inglaterra afirmam que presidente sírio Bashar al-Assad autorizou o uso de armas químicas
EUA e Inglaterra afirmam que presidente sírio Bashar al-Assad autorizou o uso de armas químicas Foto : Sana / AFP / CP
Os governos norte-americano e britânico disseram nesta quinta ter informações de que a Síria utilizou armas químicas, principalmente o gás sarin, durante os confrontos da guerra civil no país. As informações foram feitas pela Casa Branca a líderes do Congresso dos EUA e pelo porta-voz do ministério das Relações Exteriores britânico.

A afirmação representa uma mudança na avaliação do governo de Barack Obama, que já disse que o uso de armas químicas teria um grande efeito na posição dos Estados Unidos a respeito de uma intervenção na Síria. A carta ao Congresso reitera que o uso ou transferência de armas químicas na Síria é uma "linha vermelha" para os Estados Unidos. Porém, o documento destaca que uma ampla resposta norte-americana não é iminente.

Segundo nota divulgada pelo chancelaria britânica, "a utilização de armas químicas é um crime de guerra. Repassamos esta informação a nossos aliados, nossos parceiros e às Nações Unidas e trabalhamos ativamente para obter mais e melhores informações”. O presidente sírio Bashar al-Assad "deve cooperar com a comunidade internacional e provar que seu regime não cometeu este crime horrível, permitindo acesso ilimitado à ONU e à Organização para a Interdição de Armas Químicas (OIAC) para que uma investigação seja realizada no terreno na Síria", diz o documento.


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