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EUA e Irã estiveram “muito perto” de acordo no Paquistão, diz chanceler iraniano

Ministro iraniano afirma que negociações em Islamabad foram frustradas por "maximalismo" e "mudanças de condições" dos EUA

Chanceler iraniano diz que acordo quase foi fechado
Chanceler iraniano diz que acordo quase foi fechado Foto : Valentin Flauraud / AFP / CP

O Irã estava "muito perto" de concluir um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio em suas negociações com Washington no Paquistão, disse nesta segunda-feira (13, data local) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que rejeitou a responsabilidade pelo fracasso do diálogo.

"O Irã se comprometeu com os Estados Unidos de boa-fé para pôr fim à guerra", afirmou em uma publicação na rede X. Mas quando o acordo estava "muito perto" em Islamabad, "nos deparamos com maximalismo, mudanças constantes de condições e um bloqueio", acrescentou.

O chefe da Marinha do Irã, Shahram Irani, classificou neste domingo (12) como “ridícula” a determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de bloquear o Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações entre os dois países no Paquistão.

"Os bravos homens da força naval do Exército da República Islâmica do Irã estão monitorando e supervisionando todos os movimentos do agressivo Exército americano na região. As determinações do presidente dos Estados Unidos de bloquear o Irã por mar (...) são muito ridículas e risíveis", disse em declarações transmitidas pela televisão estatal.

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Embora reconheça que as negociações no Paquistão tenham corrido "bem" e que "um acordo havia sido alcançado na maioria dos pontos", o presidente americano afirmou que Teerã se recusa a ceder na questão de seu programa nuclear.

"Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a maior do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todas as embarcações que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", onde, disse Trump na Truth Social, começará a "destruir" as minas marítimas colocadas pelo Irã.

Frágil trégua

Irã e Estados Unidos concluíram suas negociações em Islamabad neste domingo (12) sem chegar a um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, mas a região mantém a esperança de que a frágil trégua se mantenha. O vice-presidente JD Vance, chefe da delegação americana, deixou a capital paquistanesa após lamentar a falta de um "compromisso firme" do Irã em renunciar às armas nucleares.