O Exército russo disse nesta quarta ter destruído oito alvos do Estado Islâmico (EI) em seu primeiro bombardeiro na Síria. No entanto, o Pentágono acredita que os ataques não ocorreram em áreas dominadas pelo grupo jihadista. Segundo o secretário americano da Defesa, Ashton Carter, a ação de Moscou poderá inflamar ainda mais o conflito que já se arrasta há vários anos. A abordagem equivale a "jogar gasolina no fogo", afirmou Carter, horas depois do anúncio da operação russa.
Já o ministério russo da Defesa ressaltou que 20 ataques aéreos foram realizados, com oito alvos atingidos, principalmente o que seria um posto de comando do EI. "Os aviões russos atingiram com precisão alvos em terra dos terroristas do grupo Estado Islâmico na Síria", declarou o general Igor Konashenkov, porta-voz do ministério da Defesa.
Segundo ele, os ataques destruíram equipamentos militares, depósitos de armas e munições e ferramentas de comunicação do grupo jihadista, que no ano passado proclamou um califado nos territórios sob seu controle no Iraque e na Síria.
EUA e Rússia divergem sobre alvos de ataques na Síria
Pentágono não acredita que ataques de Moscou tenham ocorrido em áreas controladas pelo Estado Islâmico