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EUA e Rússia vetam respectivos projetos para investigar armas químicas da Síria

Desconforto diplomático entre as duas potências fica ainda mais acirrado sobre a questão

Desconforto diplomático entre as duas potências fica ainda mais acirrado sobre a questão
Desconforto diplomático entre as duas potências fica ainda mais acirrado sobre a questão Foto : Hector Retamal / AFP / CP
Aumentou a animosidade entre Estados Unidos e Rússia na questão da Síria. Moscou se opôs nesta terça-feira, no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), ao projeto de resolução de Washington, que previa criar um mecanismo de investigação sobre o uso de armas químicas na Síria. Em seguida, foram os norte-americanos que vetaram um projeto de resolução russo.

O texto americano - aprovado por 12 votos, dois contra (Rússia e Bolívia) e uma abstenção (China) - propunha a criação de um novo "mecanismo de investigação independente das Nações Unidas" (Unimi) sobre o uso de armas químicas na Síria. Este foi o 12º veto da Rússia na ONU para bloquear uma resolução sobre a Síria desde o início da guerra, em 2011.

Minutos depois, o Conselho rejeitou um projeto russo que propunha a criação de um mecanismo de investigação sobre o uso de armas químicas na Síria por não conseguir a maioria de nove votos necessários para sua aprovação. Este enfrentamento entre Washington e Moscou na ONU ocorre quando aumenta a ameaça de uma ação militar do Ocidente na Síria.

O presidente americano, Donald Trump, advertiu que haverá um "grande preço a pagar" pelo suposto uso de gás químico em Duma, que causou a morte de pelo menos 40 pessoas, segundo médicos e socorristas sírios. Antes da votação, a embaixadora americana, Nikki Haley, disse que sua resolução era "o mínimo que o Conselho pode fazer para responder ao ataque" de sábado.

O embaixador russo, Vassily Nebenzia, acusou os Estados Unidos de "propor esta resolução" como um "pretexto" para justificar sua ação futura na Síria. "Estamos usando o veto para proteger o estado de direito internacional, a paz e a segurança para nos assegurarmos de que não arrastem o Conselho de Segurança para suas aventuras", alegou Nebenzia.