O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, vão se reunir nesta sexta-feira (13) em Washington, em meio à crescente pressão da Ucrânia para que os dois países retirem as restrições ao uso de armas de alta capacidade fornecidas pelos americanos e britânicos para a guerra contra a Rússia.
As forças ucranianas reiteraram os pedidos para que mísseis de longo alcance produzidos pelas duas potências ocidentais possam ser utilizados contra o território russo.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, visitaram Kiev nesta semana e discutiram o assunto com autoridades ucranianas. Blinken disse que "não há dúvida" que Biden e Starmer vão abordar a liberação das armas durante o encontro desta sexta.
Putin dá aviso
O presidente russo, Vladimir Putin, alertou nessa quinta-feira que autorizar a Ucrânia a utilizar armamento ocidental de longo alcance significaria que a Otan está "em guerra contra a Rússia”.
Esta decisão "mudaria de maneira significativa a própria natureza do conflito", disse Putin a um jornalista da televisão estatal, e "significaria que os países da Otan, os Estados Unidos, os países europeus, estão em guerra com a Rússia", acrescentou. "Neste caso (...), tomaremos as decisões apropriadas com base nas ameaças que enfrentarmos", advertiu.
Até agora, os Estados Unidos não autorizaram Kiev a atacar alvos na Rússia com suas armas de longo alcance, por temer uma escalada bélica. "Se for necessário, nos adaptaremos, especialmente no que diz respeito aos meios com os quais a Ucrânia pode se defender efetivamente contra a agressão russa", declarou nessa quinta-feira o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em Varsóvia.