Os Estados Unidos anunciaram o envio de 10 caças F-35 para Porto Rico como parte de sua ofensiva antidrogas no Caribe. A medida, que intensifica a tensão com a Venezuela, ocorreu após um "movimento altamente provocador" de um navio militar venezuelano, que sobrevoou a área das operações americanas. Washington acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar uma rede de narcotráfico e elevou a recompensa por sua captura para US$ 50 milhões.
Ataques e reações
O aumento da tensão ocorre dias após as forças americanas lançarem um míssil contra um barco que transportava drogas, resultando na morte de 11 "narcoterroristas", segundo o presidente Donald Trump. A ação, sem precedentes na região, foi classificada como uma "execução sem fórmula de julgamento" por Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela.
O Pentágono alertou Caracas para que não interfira nas operações, enquanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em viagem ao México e ao Equador, reforçou o compromisso de Washington com a luta contra o crime organizado, afirmando que os cartéis só serão detidos com sua "eliminação física".
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Venezuela mobiliza exército e denuncia "ameaça"
Maduro, por sua vez, mobilizou o exército e denunciou a presença de forças americanas, classificando-a como "a maior ameaça que nosso continente viu nos últimos 100 anos". A Venezuela, que os Estados Unidos acusam de ser uma plataforma de distribuição de drogas, rompeu relações com Washington em 2019. O conflito remonta à época de Hugo Chávez e se intensificou com a acusação formal dos EUA a Maduro por narcoterrorismo em 2020. Ao classificar as quadrilhas como terroristas, Washington usa seu vasto arsenal legislativo e militar, aprovado após o 11 de setembro, para combater alvos em todo o mundo.