Segundo Gates, a decisão de utilizar estes aparelhos não tripulados armados com mísseis foi adotada diante da "situação humanitária" na Líbia. O secretário de Defesa destacou que os drones têm uma maior capacidade para evitar vítimas civis em relação aos aviões tripulados. "Têm a capacidade de voar mais baixo e observar melhor os alvos, agora que eles (as forças do regime de Muammar Kadhafi) estão enterrados em posições defensivas", declarou Gates.
Para Gates, os drones estão perfeitamente adaptados a zonas urbanas e também darão uma maior capacidade de comando à Otan. O secretário de Defesa americano também destacou a extrema resistência destes aparelhos, que podem voar por 24 horas sem interrupção sobre seus alvos potenciais.
Dois drones voarão permanentemente sobre a Líbia, revelou o vice-chefe do Estado-Maior dos EUA, general James Carthwright. Os aviões sem piloto são a principal arma dos Estados Unidos para matar líderes da Al-Qaeda e do Talibã no Paquistão. Gates destacou que o anúncio não muda em nada o papel dos Estados Unidos na campanha militar na Líbia, liderada pela Otan.