O governo americano estabeleceu, nesta sexta-feira, o que chamou de "bases fundamentais" para alcançar um acordo internacional com o Irã sobre seu programa nuclear, às vésperas das discussões da próxima semana. Washington garantiu que mantém a postura de buscar um "bom acordo" em 31 de março, junto com seus sócios no grupo P5+1 (EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha).
A Casa Branca salientou ter concordado com várias extensões no prazo de negociação, "porque nos mantivemos firmes quanto a determinadas bases fundamentais". "Aceitaremos um acordo apenas a partir do momento em que o Irã eliminar todas as rotas de acesso ao material físsil necessário para construir uma arma nuclear", acrescentou funcionário do governo.
Sem dar detalhes, ele explicou que Washington se mantém firme na posição de não permitir que o Irã produza plutônio utilizável para fins militares em seu reator em construção em Arak. "Estamos pensando em como o Irã poderia converter seu reator", revelou.
Outro ponto fundamental é não permitir ao Irã o uso de suas instalações de Fordo, com o objetivo de enriquecer urânio. Apenas a usina de Natanz poderia ser usada para enriquecer esse material. Qualquer acordo deve garantir que o Irã leve um ano para reunir suficiente material físsil para fabricar uma bomba. O Irã também deve "reduzir significativamente" seu atual número de centrífugas operacionais e de seus depósitos domésticos.
"Insistimos no fato de que as sanções podem ser aplicadas, se o Irã não respeitar o acordo alcançado", acrescentou o funcionário americano. Neste fim de semana, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, estará na Suíça para se reunir com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif. A visita de Kerry coincide com a retomada das conversas entre os líderes políticos das grandes potências e de Teerã sobre seu programa nuclear.
EUA estabelece bases para acordo nuclear com o Irã
Casa Branca mantém exigência de eliminar material de fusão suficiente para criar arma atômica