A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (15) que o Irã suspendeu 800 execuções previstas para quarta-feira, em meio às ameaças do presidente Donald Trump de recorrer à força militar diante da resposta de Teerã à onda de manifestações contra o governo.
"O presidente entende que as 800 execuções que estavam programadas e que deveriam ocorrer ontem [quarta-feira] foram suspensas", declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt.
"Todas as opções seguem sobre a mesa para o presidente", afirmou ela, acrescentando que Trump havia advertido Teerã sobre "graves consequências" caso mais manifestantes fossem mortos.
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Na quarta-feira, 14, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que não haverá execuções "nem hoje nem amanhã", apesar de promessas anteriores de Teerã de acelerar os julgamentos contra manifestantes antigovernamentais.
Em entrevista à emissora americana Fox News, Araghchi insistiu que, após dez dias de protestos contra o custo de vida no Irã, houve três dias de violência orquestrada por Israel, e que a calma já havia sido restabelecida.
"Tenho certeza de que não há nenhum plano para realizar enforcamentos", afirmou Araghchi.