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EUA garantem que caso de ebola será controlado

Homem infectado na Libéria é o primeiro paciente com o vírus fora da África

Depois de o governo americano diagnosticar, nesta terça-feira, seu primeiro caso de contaminação com o vírus ebola no país - o primeiro fora da África -,  o diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), disse que a situação será controlada. 

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"Até onde sabemos, este é o primeiro paciente diagnosticado (com ebola) fora da África", declarou a jornalistas o diretor do CDC, Tom Frieden. "Não tenho dúvidas de que iremos controlar essa importação, ou esse caso de ebola, de forma que não se dissemine amplamente neste país", acrescentou Frieden, que informou que o homem infectado se encontra criticamente doente. 

Segundo a Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, foi informado pelo CDC sobre o caso. Frieden garantiu haver "risco zero" de que qualquer pessoa tenha sido infectada no voo que trouxe o homem para os Estados Unidos, porque ele não embarcou com os sintomas. Além disso, frisou, o país será capaz de controlar a doença. "Ele teve a temperatura verificada antes de embarcar, e não há razão para pensarmos que alguém no voo em que ele estava correria riscos", declarou.

No entanto, o diretor do CDC reconheceu que outras pessoas, sobretudo familiares, tiveram contato com o homem quando ele ficou doente, e que elas estão sendo monitoradas para o caso do surgimento de sintomas. O homem, que não teve sua nacionalidade divulgada, começou a experimentar os sintomas em 24 de setembro e procurou um médico dois dias depois. Ele foi internado no dia 28 em Dallas, sob isolamento. A infecção com ebola foi confirmada por testes realizados por dois laboratórios. 

"Ele se contaminou com a doença na Libéria", disse o porta-voz, acrescentando que não se trata de um funcionário da área de Saúde. A informação foi confirmada pelo Hospital Presbiteriano de Dallas, que anunciou ter colocado uma pessoa em situação de total isolamento com base em "sintomas e em um histórico recente de viagens".

Os Estados Unidos já trataram pacientes contaminados com ebola durante o surto atual no oeste da África, inclusive os médicos americanos Kent Brantly e Rick Sacra, infectados na África Ocidental e repatriados para tratamento em seu país. Os dois conseguiram se recuperar da doença.

Outro paciente, com suspeita de exposição ao ebola, foi hospitalizado nos arredores da capital americana no fim de semana, mas ainda não há confirmação de que tenha sido contaminado pelo vírus mortal.

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