O possível envio de tropas para Chicago pelo governo dos Estados Unidos, a princípio para combater a criminalidade, constituiria "uma invasão", criticou neste domingo, 31, o governador de Illinois, JB Pritzker.
O líder democrata, que emerge como um dos principais opositores de Donald Trump, acusou o presidente americano de querer "assumir o controle" das eleições legislativas de novembro de 2026.
Depois de Los Angeles, em junho, e Washington, em meados de agosto, Chicago aparece como novo local de envio de policiais federais e forças militares pelo governo dos Estados Unidos. Nova York, Baltimore e Boston viriam em seguida, todas elas cidades governadas por democratas.
"Ninguém no governo, nem o presidente nem ninguém sob a sua autoridade, telefonou para mim ou para alguém da minha administração ou da cidade de Chicago", afirmou Pritzker, que, assim como os outros 49 governadores estaduais, possui autoridade sobre a Guarda Nacional posicionada em Illinois.
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"Está claro que planejam secretamente uma invasão com tropas", alertou o governador, que anunciou que vai recorrer à Justiça caso os militares sejam mobilizados.
Outro democrata, o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, assinou um decreto para limitar a autoridade das forças federais caso elas sejam mobilizadas na cidade: "Nós nos vemos obrigados a tomar medidas drásticas para proteger a nossa população da expansão do poder federal."