O presidente americano, Barack Obama, declarou durante cerimônia de homenagem às vítimas do atentado de 11 de setembro, que completa nove anos neste sábado, que os Estados Unidos jamais estarão em guerra contra o Islã.
"Como americanos, não estamos e jamais estaremos em guerra com o Islã", disse Obama, que participa neste sábado da cerimônia em memória do 11/9 no Pentágono, em Washington, onde 184 pessoas morreram no ataque terrorista que matou 2.753 pessoas.
"Nós não fomos atacados por uma religião naquele dia de setembro. Foi a Al-Qaeda, um grupo infeliz de homens que desfiguram a religião", destacou o presidente, em uma cerimônia ofuscada pelas ameaças de um pastor evangélico de queimar exemplares do Alcorão, e pela controvérsia sobre a proposta de construção de um centro islâmico perto do Marco Zero, em Nova York. Neste sábado, o pastor anunciou que nunca queimará o livro sagrado muçulmano.
O vice-presidente Joseph Biden e o prefeito Michael Bloomberg estiveram em Nova York entre os participantes do ritual anual de leitura dos nomes das 2.753 pessoas mortas quando dois aviões sequestrados por extremistas islâmicos chocaram-se contra as emblemáticas Torres Gêmeas. "Não viemos aqui para chorar, mas para lembrar e reconstruir", disse Biden.
A cerimônia começou com a interpretação do hino nacional por parte de um coral de jovens no Marco Zero, onde os trabalhos de reconstrução começaram a tomar corpo. Os familiares seguravam cartazes com as imagens de seus entes queridos sob um céu azul radiante.
Uma terceira cerimônia ocorreu em Shanksville, Pensilvânia, onde um quarto avião tomado pelos sequestradores caiu em um campo.
"EUA jamais estarão em guerra contra o Islã", diz Obama
Presidente afirma que país não foi atacado por uma religião no 11/09, mas pela Al-Qaeda