O departamento de Estado também informou que um número adicional de representações será submetido à mesma medida preventiva, enquanto outras serão reabertas na segunda-feira. "Isto não é uma indicação de novas ameaças, apenas indica nosso compromisso no exercício da prudência e tomar as medidas apropriadas para proteger nossos funcionários, incluindo funcionários locais e visitantes, em nossa representações", afirmou a porta-voz do departamento de Estado, Jen Psaki.
O texto afirma que as missões diplomáticas em Abu Dhabi, Amã, Cairo, Riad, Daran, Jidá, Doha, Dubai, Cidade do Kuwait, Manama, Muscat, Sanaa, Trípoli, Antanarivo, Bujumbura, Djibuti, Cartum, Kigali e Port Louis ficarão fechadas de segunda até o próximo sábado. Nesta segunda, serão reabertas ao público as representações de Daca, Argel, Nouakchott, Cabul, Herat, Mazar el Sharif, Bagdá, Basra e Erbil.
22 embaixadas fechadas
Os Estados Unidos decidiram durante a semana fechar a maior parte de seus consulados e embaixadas nos países árabes, 22 no total. A medida foi consequência da interceptação de conversas telefônicas de líderes da Al-Qaeda sobre operações relativas à realização de um ataque de grande magnitude. O alerta foi levado a sério pelos países envolvidos.
No Iêmen, as medidas de segurança foram reforçadas após a advertência emitida por Washington. Em Amã, as medidas de segurança foram reforçadas em torno da embaixada americana, segundo uma autoridade jordaniana, descartando, no entanto, que haja ameaças específicas.
Em Sanaa, as forças de segurança iemenitas, apoiadas por veículos blindados, foram mobilizadas em frente às embaixadas fechadas de Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, entre outros países, enquanto um drone (avião não tripulado) provavelmente americano, sobrevoava a capital durante a tarde, segundo os moradores.
O bairro de Hadda, no sul de Sanaa, onde está a maior parte das embaixadas e residências diplomáticas, entre elas as de França, Alemanha e Arábia Saudita, estava repleto de homens das forças especiais da Guarda Presidencial. "Nós já estávamos em estado de alerta, mas redobramos a vigilância", declarou um policial iemenita.
O Alto Comitê de Segurança fez no início da semana operações nas estradas dos arredores de Sanaa e nas vias que ligam a capital às grandes cidades do país. "É uma medida preventiva durante os seis últimos dias do Ramadã", período marcado com frequência por atos de violência causados por extremistas, segundo uma fonte de segurança. As autoridades iemenitas ainda não se pronunciaram sobre o alerta de atentados ou as medidas de fechamento de embaixadas.