Washington ordenou que todos os funcionários da embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita e suas famílias deixassem o país, afirmou nesta quarta-feira uma fonte diplomática à AFP.
A decisão ocorre em um momento em que o reino sofre ataques constantes por parte dos houthis do Iêmen. Os aliados dos Estados Unidos na região já haviam sido atacados pelo Irã no auge do conflito entre Washington e Teerã, iniciado em fevereiro.
"Foi ordenado a todo o pessoal americano e seus familiares que deixem a embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita", disse a fonte. Ela acrescentou que a ordem também se estende às famílias dos funcionários das representações diplomáticas nos Emirados Árabes Unidos, na Jordânia, no Catar e no Bahrein.
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, confirmou posteriormente a ordem referente à embaixada em Riade. Ele esclareceu que ela se destinava "apenas aos funcionários do governo dos Estados Unidos que não prestam serviços de emergência e a seus familiares na Arábia Saudita". Segundo Pigott, Washington tomou essa decisão porque "os houthis, apoiados pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita".
Riade anunciou nesta quarta-feira ter interceptado seis drones lançados contra seu território, um dos quais tinha como alvo a região de Medina, cidade sagrada do Islã. O Ministério da Energia saudita informou que duas pessoas morreram devido à queda de destroços após a interceptação de um drone sobre o campo petrolífero de Shaybah, no leste do país.
O governo de Riade não especificou a origem do drone abatido.
Explosões no Irã
Na noite desta quarta-feira, a agência oficial de notícias iraniana Irna informou sobre explosões na província de Hormozgan, na costa norte do Estreito de Ormuz. "Há alguns minutos, várias explosões foram ouvidas na região de Karpan, em Sirik, na província de Hormozgan", informou a agência.
"As fontes locais ainda não revelaram a natureza dessas explosões", acrescentou. Estas são as primeiras explosões registradas na região neste mês, em meio à diminuição das tensões no conflito entre Estados Unidos e Irã.
O conflito começou no fim de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, nos quais morreram o líder supremo e altos comandantes militares da República Islâmica, e se estendeu ao restante da região. O Irã restringiu a passagem pelo Estreito de Ormuz, vital para o comércio mundial de hidrocarbonetos, em represália aos ataques.