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EUA pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Venezuela

Reunião do colegiado foi solicitada para sábado, mas ainda não está confirmada

Situação da Venezuela pode entrar na pauta do Conselho de Segurança
Situação da Venezuela pode entrar na pauta do Conselho de Segurança Foto : Yuri Cortez / AFP / CP
Os Estados Unidos pediram nesta quinta-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater a crise na Venezuela, depois de reconhecer o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino.

A missão do governo de Donald Trump nas Nações Unidas disse que solicitou que o Conselho se reúna em sessão pública às 9h (12h de Brasília) de sábado. Agora, a presidência do corpo, que em janeiro está a cargo da República Dominicana, precisa confirmar esta reunião, assim como a data e a hora em que será realizada.

Nesta quinta de manhã, o embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, questionou a possibilidade de uma reunião do Conselho de Segurança sobre a Venezuela e indicou que o país não estava na agenda da mais alta instância da ONU. Espera-se que o encontro conte com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, segundo diplomatas.

O embaixador da África do Sul na ONU, Jerry Matjila, disse a jornalistas que o Conselho de Segurança ouvirá “o que Mike Pompeo tem a dizer”, mas acrescentou que é pouco provável que o corpo acorde uma posição unificada sobre a situação venezuelana. A África do Sul, membro não permanente do Conselho, considera Maduro o legítimo presidente da Venezuela.

No Conselho de Segurança, a China tradicionalmente defende a tese da não interferência nos assuntos internos de outros países. As nações europeias que fazem parte do conselho (Reino Unido, França, Polônia, Bélgica e Alemanha) tiveram desde o início da crise venezuelana uma atitude menos decidida que Washington e Moscou, e pedem em particular “eleições livres e confiáveis”.