• Embaixada pede para brasileiros evitarem áreas de risco no Egito
Todo americano que permanecer no Egito, apesar da advertência, deve obedecer o toque de recolher e evitar os protestos nas ruas, indicou o Departamento. "A agitação política (...) mostra poucos sinais de diminuição", indicou o comunicado. O alerta advertiu que os estrangeiros que se virem envolvidos nos atos violentos podem sofrer "perseguições ou coisas piores", lembrando que um cidadão americano morreu durante um protesto em junho na cidade de Alexandria. "Continua sendo preocupante a violência de gênero nas áreas onde os protestos são realizados, onde mulheres foram vítimas de agressões sexuais", acrescentou.
O presidente norte-americano Barack Obama condenou energicamente a violência no Egito e anunciou o fim dos exercícios conjuntos entre este país e os Estados Unidos. Ele alertou que o país africano está indo por um "caminho muito perigoso", mas não suspendeu a ajuda militar anual de seu país no valor de US$ 1,3 bilhão. Também não hesitou em pedir que as autoridades egípcias, instaladas no poder pelo exército, levantem o estado de emergência e permitam protestos pacíficos.
Nesta quinta, o ministério do Interior egípcio revelou que a polícia foi autorizada a disparar contra os manifestantes que atacarem bens públicos ou as forças de segurança. A declaração acontece depois que manifestantes islamitas abriram fogo contra um prédio público na província do Cairo, em protesto pela violenta repressão do governo.