"Só vamos manter alguma presença militar depois de 2014 se o governo afegão assinar o Acordo de Segurança Bilateral (BSA por suas siglas em inglês)", disse o alto funcionário. "Supondo-se que o BSA seja assinado, no início de 2015 teremos 9,8 mil militares americanos em diferentes partes do país junto com nossos aliados da Otan e outros sócios", acrescentou. "Para o fim de 2015, reduziremos nossa presença a aproximadamente a metade, fortalecendo nossas tropas em Cabul e na pista de aterrissagem de Bagram", afirmou.
Um ano depois, explicou a autoridade, "até o fim de 2016 vamos manter a presença normal em uma embaixada e em um escritório de assistência à segurança em Cabul, como fizemos no Iraque". Obama visitou no domingo as forças americanas no Afeganistão e conversou rapidamente por telefone com o presidente, Hamid Karzai, que deixará o posto este ano depois da eleição de junho. Os dois candidatos do segundo turno (Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani) disseram que assinarão o BSA proposto por Washington se vencerem a eleição. Atualmente, há 51.000 militares americanos mobilizados no Afeganistão, sob comando da Otan, para apoiar Cabul no combate aos
rebeldes talibãs.