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“Primeiro deve acabar o regime, e sem mais derramamento de sangue. Queremos que parta e que leve seus mercenários”, disse Hillary ao tomar um avião para a reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU dedicada à crise líbia, em Genebra. Ela destacou que os Estados Unidos “estão em contato com numerosos líbios que tentam se organizar naquele país, no momento em que a revolução chega ao Oeste”.
A declaração da secretária de Estado ocorre após o Conselho de Segurança da ONU aprovar, na noite de sábado, uma bateria de sanções contra o regime de Kadafi, e encarregar a Corte Penal Internacional de investigar a repressão na Líbia, que pode constituir crime contra a humanidade. Os 15 países membros do Conselho de Segurança, entre eles o Brasil, aprovaram ainda um embargo de armas contra a Líbia, e a proibição de viagens e o congelamento de bens de Kadafi.
O Conselho exigiu também o fim imediato dos ataques contra civis “incitados desde o mais alto nível do governo líbio”, e pediu às autoridades líbias que ajam “com a maior moderação e garantam a segurança de todos os estrangeiros”. A resolução exige ainda “o trânsito seguro de material humanitário e médico”, e a suspensão imediata de todas as restrições aos meios de comunicação.
As decisões de Washington e do Conselho de Segurança ocorrem no momento em que a rebelião líbia anuncia a criação de um Conselho Nacional para representar as cidades libertadas do regime de Kadafi.
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