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EUA quer proibir o direito de pouso de companhias aéreas iranianas

Declaração do Secretário do Tesouro dos EUA não esclarece como será a aplicação da medida

Bessent afirmou que Washington "fechará o acesso das companhias aéreas iranianas a pontos de aterrissagem, reabastecimento de combustível e venda de passagens"
Bessent afirmou que Washington "fechará o acesso das companhias aéreas iranianas a pontos de aterrissagem, reabastecimento de combustível e venda de passagens" Foto : Kent Nishimura / AFP / CP

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse nesta quinta-feira (28) que os Estados Unidos vão suspender o acesso das companhias aéreas iranianas a locais de pouso e reabastecimento, sem esclarecer como pretende aplicar esta medida em nível mundial.

Bessent afirmou que Washington "fechará o acesso das companhias aéreas iranianas a pontos de aterrissagem, reabastecimento de combustível e venda de passagens".

"Apenas um desfecho satisfatório nas negociações colocará fim à espiral descendente" para o Irã, advertiu.

O secretário esclareceu depois, em coletiva de imprensa na Casa Branca, que Washington fará uma exceção para os iranianos que desejarem ir a Meca ou Medina, na Arábia Saudita, para a peregrinação. "Também permitiremos [voos por] motivos humanitários", acrescentou.

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As duas companhias aéreas iranianas oficiais do Irã, Iran Air e Mahan air, já estão sujeitas a sanções.

O Departamento do Tesouro anunciou, na quarta-feira (27), sanções contra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã, a nova agência de Teerã que pretende cobrar tarifas pela passagem pelo Estreito de Ormuz.

Teerã fechou de fato esta rota marítima, crucial para o transporte de energia, após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

Desde então, os custos de energia dispararam em todo o mundo. As forças americanas e iranianas mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, que já foi violado várias vezes, enquanto um acordo de paz é negociado.