Mullen afirmou na quarta-feira em Seul ter esperanças de que o Japão, oficialmente pacifista, participe nas manobras militares entre Estados Unidos e Coreia do Sul, com o objetivo de restabelecer a estabilidade regional e a segurança depois do ataque da Coreia do Norte contra uma ilha sul-coreana em novembro, que matou quatro pessoas.
"Sinto uma verdadeira urgência em tratar a situação na península coreana com todos reunidos, para mostrar nossa força e conseguir dissuadir a Coreia do Norte de suas ações", declarou nesta quinta-feira em Tóquio. "Isto seria benéfico para todos", completou após uma reunião com o ministro japonês da Defesa, Toshimi Kitazawa.
Segundo uma fonte do ministério, o almirante Mullen declarou Kitazawa que considera importante enviar uma "advertência firme" a Pyongyang, com a ameaça de uma resposta gradual no caso de uma nova provocação. A importância da entrada do Japão em uma cooperação trilateral com Estados Unidos e Coreia do Sul também foi destacada.
Os Estados Unidos têm bases militares no Japão, com 50 mil soldados, e na Coreia do Sul, com 20 mil militares. A Constituição pacifista nipônica determina que as Forças de Autodefesa - nome do Exército no Japão - não podem participar em ações ofensivas, apenas de defesa do arquipélago.