• Leia mais sobre a morte de Bin Laden
• Relembre a cobertura dos atentados de 11/9
• Confira o perfil de Osama Bin Laden
"Vamos analisá-lo detidamente para informar sobre possíveis ameaças, possíveis planos que possam estar em marcha, informações que possam nos levar a outros líderes da Al-Qaeda e sobre que tipo de sistema de apoio ele possa ter tido no Paquistão", disse. Brennan se referia aos documentos e aos computadores, agora nas mãos dos Estados Unidos, que foram apreendidos após a operação que acabou com a vida de Bin Laden, que teve o corpo jogado ao mar, afirmam várias autoridades americanas.
O assessor acrescentou que seu país está ajudando o Paquistão a investigar como Bin Laden poderia viver tranquilamente em uma enorme casa de Abbottabad, a cerca de 50 quilômetros da capital paquistanesa, em um bairro no qual moram vários generais paquistaneses da reserva, e se pôde ter ajuda de dentro do governo. "Claramente há algum tipo de rede de apoio que lhe dava assistência e ajudava a facilitar o contato entre Bin Laden e suas operações."
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse nesta terça-feira que os EUA "trabalham duro" na relação "complicada" com o Paquistão. "Estamos trabalhando muito duro nesta relação, é uma relação complicada, mas importante, que foi posta à prova de muitas maneiras em anos anteriores e inclusive neste ano", disse. Estes comentários chegaram horas depois de vários congressitas americanos acusarem o Paquistão de negligência ou cumplicidade com Bin Laden pela tranquilidade na qual o terrorista vivia na cidade paquistanesa.
Inclusive o chefe do comitê de Relações Exteriores do Senado, John Kerry, partidário dos laços entre EUA e Paquistão, advertiu que a morte de Bin Laden demonstra como os santuários extremistas no Paquistão "seguem ameaçando as perspectivas de paz no Afeganistão".
Apesar dos chamados do Congresso americano a restringir ou cortar a ajuda ao Paquistão, Brennan defendeu a aliança de Washington com o país asiático: "Acredito que querem chegar ao final disto". "Nossa cooperação antiterrorista com os paquistaneses é sólida", acrescentou. "Sim, temos diferentes pontos de vista. Sim, algumas vezes nós queremos ser mais agressivos. Levamos em conta suas considerações. Mas o Paquistão é um parceiro sólido em antiterrorismo."