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EUA retira pessoal diplomático com proximidade de ataque na Síria

Diplomacia alertou para riscos de viajar também para Líbano, Paquistão e Turquia

EUA retira pessoal diplomático com proximidade de ataque na Síria
EUA retira pessoal diplomático com proximidade de ataque na Síria Foto : AFP
Está cada vez mais próxima a intervenção militar americana na Síria. Nesta sexta-feira, os Estados Unidos ordenaram a retirada de Beirute de seu pessoal diplomático não essencial, e advertiram os cidadãos americanos sobre o risco de se viajar ao Líbano, Paquistão e sudeste da Turquia, no momento em que Washington analisa a possibilidade de atacar Damasco. "No dia 6 de setembro, o departamento de Estado decidiu reduzir o número de pessoas não essenciais e o de membros de suas famílias da embaixada de Beirute devido às ameaças contra as sedes das legações americanas e contra os funcionários", informou comunicado.

A porta-voz, Marie Harf, advertiu que qualquer cidadão americano que permanecer no Líbano ou no sudeste da Turquia deverá limitar seus deslocamentos e ficar atento, além de criar seus próprios planos de emergência. A medida coincide com os esforços dos Estados Unidos de obter apoio para uma operação militar contra o regime sírio de Bashar al Assad, acusado por Washington de realizar um ataque químico contra os subúrbios de Damasco que matou centenas de civis.

Conforme a embaixadora, Samantha Power, um eventual ataque militar dos EUA contra a Síria deve ter o objetivo de interromper a campanha do governo Al-Assad que gera dezenas de milhares de mortos. "Essa operação, combinada com os esforços em marcha para melhorar a capacidade militar da oposição moderada, deverá reduzir a fé do regime (sírio) de que podem matar até a vitória", enfatizou Samantha.

Ainda que o ataque possa ser uma resposta ao uso de armas químicas contra civis, Samantha avaliou que também poderá ajudar a trazer Al-Assad para a mesa de negociações para colocar um ponto final em uma guerra que já se arrasta por 30 meses. Ela criticou a paralisia do Conselho de Segurança da ONU em relação à guerra na Síria e acrescentou: "Nesse caso, o uso de uma força militar limitada pode fortalecer nossa diplomacia e finalizar os esforços da ONU e outros para alcançar uma solução negociada para o conflito".

A embaixadora americana na ONU não ofereceu justificativas legais para um ataque militar contra a Síria, uma das principais objeções que persistem no Congresso, que deve votar se apoia, ou não, essas ações."É claro que a Síria constitui uma dessas ocasiões, como Kosovo, onde o Conselho (de Segurança da ONU) está tão paralisado que outros países têm de agir por fora dele, se quiserem evitar as violações da lei e da moral internacional", acrescentou.


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