O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira, 20, a revogação dos vistos de entrada de três autoridades chilenas não identificadas por "atividades que minaram a segurança regional", uma acusação que o Chile nega.
O Departamento de Estado não forneceu mais detalhes sobre os três indivíduos, mas a declaração criticou o governo em fim de mandato do esquerdista Gabriel Boric. "O legado do governo Boric ficará ainda mais manchado por ações que prejudicam a segurança regional, em detrimento do povo chileno", alertou a declaração, assinada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. "Esperamos avançar em prioridades compartilhadas, incluindo aquelas que fortalecem a segurança em nosso hemisfério, com o novo governo de Kast", acrescentou o texto.
O governo chileno negou as acusações contra seus funcionários e condenou as sanções. "O governo do Chile rejeita essas acusações e nega categoricamente participar de atividades que prejudiquem a segurança do continente ou de terceiros países", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Chile em comunicado.
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O chanceler chileno, Alberto van Klaveren, convocou o embaixador dos Estados Unidos no Chile, Brandon Judd, para obter detalhes sobre a acusação e os nomes dos envolvidos. "Não é prática diplomática fazer anúncios públicos sem notificação oficial prévia", criticou o governo chileno.
A vitória eleitoral do ultraconservador José Antonio Kast foi saudada por Washington, que forma alianças com governos de ideologia semelhante na região para consolidar sua agenda diplomática e econômica. "Continuamos promovendo a responsabilização de cidadãos chilenos que deliberadamente trabalham para desestabilizar nosso hemisfério", advertiu a declaração. Kast assumirá o mandato em 11 de março.