Os Estados Unidos usam armas informáticas em sua guerra contra o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria - informou nesta segunda-feira o secretário de Defesa norte-americano, Ashton Carter. "Usamos para enfraquecer a capacidade do grupo Estado Islâmico de operar e se comunicar no campo de batalha virtual", afirmou Carter numa coletiva de imprensa no Pentágono.
"Trata-se de fazer com que eles percam a confiança em suas redes, de sobrecarregá-las para que não possam funcionar, e fazer tudo aquilo que perturbe sua capacidade para comandar suas forças, e para controlar a população e economia", explicou o secretário.
Na mesma coletiva, o chefe do Estado-Maior das forças conjuntas, o general Joe Dunford, comparou sitiar no terreno os membros do EI em seus redutos em Mossul (Iraque) e Raqqa (Síria), com sitiá-las no ciberespaço. "Estamos tentando tanto física como virtualmente isolar o Estado Islâmico", disse Dunford. Mas as duas autoridades se nagaram a detalhar estas ciber-operações. "Não queremos" que os membros do EI "sejam capazes de notar a diferença" entre as perturbações vinculadas às ciber-armas norte-americanas e outras perturbações, explicou o general.
Os Estados Unidos estão constituindo uma força com cerca de 6.000 soldados especializados em guerra informática, sob o comando atualmente do almirante Michael Rogers, diretor da poderosa Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) e chefe do Comando Cibernético do Pentágono. Por ora, o Pentágono foi muito discreto sobre as operações desta força. Mas a administração prevê aumentar em 15% os fundos para a guerra informática no orçamento de defesa de 2017, em 6,7 bilhões de dólares, pouco mais do 1% do orçamento total do setor.
EUA usam armas informáticas contra Estado Islâmico
Estratégia seria usada para sobrecarregar e perturbar capacidade de comando das forças do país