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EUA usarão arma nuclear só em caso extremo, diz Obama

Novas diretrizes reduzem o papel desses equipamentos na estratégia de segurança nacional

EUA usarão arma nuclear só em caso extremo, diz Obama
EUA usarão arma nuclear só em caso extremo, diz Obama Foto : Jewel Samad / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou nesta terça a nova política nuclear do país. Segundo ele, os EUA usarão armas atômicas apenas "em circunstâncias extremas". Para o documento intitulado Revisão da Postura Nuclear, os artefatos serão utilizados defender os interesses vitais dos norte-americanos ou de seus aliados e parceiros

A administração Obama também descreve o "terrorismo nuclear" como uma ameaça imediata e extrema, maior até do que a representada por Estados com armas nucleares. De acordo com funcionários do governo, novas diretrizes reduzem o papel desses equipamentos na estratégia de segurança nacional norte-americana.

A nova postura é anunciada dias antes de Obama firmar um tratado com a Rússia para diminuir os estoques nucleares dos dois países, cortando equipamentos capazes de realizar lançamentos de longas distâncias em um terço. Depois de confirmarem o acordo, o norte-americano e o presidente russo, Dmitry Medvedev, participarão de um encontro internacional sobre a questão nuclear em Washington.

Confiança

Em Moscou, o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse que o tratado "reflete um novo nível de confiança entre Moscou e Washington". Ele advertiu, porém, que os russos podem se retirar unilateralmente do pacto, caso os EUA movam seu sistema de defesa antimísseis para muito perto do território russo. Uma das principais metas da política externa de Obama é conter a proliferação nuclear. Para isso, ele comprometeu seu país com uma série de reduções em seus arsenais.

Em abril de 2009, Obama prometeu em um discurso em Praga trabalhar por um mundo sem armas nucleares. Ele já admitiu, porém, que não espera ver essa meta alcançada durante sua vida. A revisão do tratado entre EUA e Rússia sofreu com atrasos e aparentes divergências entre os governos. O acordo deveria ser firmado em dezembro. As informações são da Dow Jones.