"Argentina, Brasil e Venezuela" realizam "acordos bilaterais sem consultar os sócios pequenos", afirmou em novembro de 2006 o então encarregado de negócios americano no Uruguai, James D. Nealon. O diplomata disse que o Uruguai "foi vítima" no longo conflito com a Argentina pela instalação de uma fábrica de celulose.
Por outro lado, em outubro de 2006 fracassaram as negociações por um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os Estados Unidos, apesar do forte interesse do governo uruguaio, majoritariamente a favor do acordo. Nealon se referiu ao episódio dizendo que o Uruguai havia perdido "um oportunidade de ouro de revitalizar a economia".
Os documentos revelaram que o embaixador brasileiro, Eduardo dos Santos, advertiu em junho de 2006 a responsável de negócios interina da embaixada dos EUA, Linda González, que um TLC entre Uruguai e este país era "incompatível com o Mercosul". O diplomata explicou que "a imprevisibilidade dos líderes do Mercosul, (o ex-presidente e falecido) Néstor Kirchner da Argentina e Hugo Chávez, da Venezuela", "complicaram ainda mais a política" do bloco.