O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a condução europeia da guerra na Ucrânia e fez pressão direta sobre o presidente Volodimir Zelensky para que realize eleições no país. As declarações foram dadas em entrevista ao Politico.
Trump declarou que a guerra "é um grande problema para a Europa. E eles não estão lidando bem". Ele afirmou ainda que o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, "ainda não leu" a proposta de paz apresentada por sua equipe, embora, segundo ele, os assessores de Kiev "tenham gostado muito" do texto.
O presidente reforçou sua visão de que a Ucrânia está perdendo terreno no conflito. "Você certamente não diria que é uma vitória" sobre a Rússia, afirmou Trump, destacando que o país "perdeu muita terra, e terra muito boa".
Ao comentar a estratégia da Casa Branca, o presidente voltou a dizer que este "não é o meu conflito, é o conflito de Joe Biden", mas que busca evitar mais mortes.
Pressão por eleições na Ucrânia
Questionado pelo veículo sobre a necessidade de a Ucrânia realizar eleições, Trump foi enfático: "Sim, acho que chegou a hora".
Ele argumentou que o país "fala sobre democracia, mas chega a um ponto em que não é mais uma democracia", sugerindo que a suspensão das eleições devido à lei marcial do tempo de guerra não é sustentável.
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Ameaças a Maduro e Venezuela
O presidente também reiterou ameaças ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, declarando que "os dias dele estão contados". Trump acusou o líder venezuelano de enviar "milhões de pessoas, muitas vindas de prisões" para os Estados Unidos.
Pressionado sobre a possibilidade de uma intervenção militar no país sul-americano, o presidente limitou-se a dizer que "não falaria sobre estratégia militar", mantendo a ambiguidade sobre suas próximas ações.