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Europeus se reúnem para discutir ação armada na Síria

França e o Reino Unido se declararam favoráveis à intervenção militar

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (que engloba 28 países) se reúnem nesta sexta-feira em Vilnius (Lituânia) para discutir temas como política de segurança e defesa comum nas regiões do Norte da África e Médio Oriente. Os debates ocorrem no momento em que os líderes mundiais divergem sobre uma ação militar, liderada pelos Estados Unidos, na Síria.

A alta representante para os Negócios Estrangeiros (equivalente a ministra das Relações Exteriores) da União Europeia, Catherine Ashton, disse que não devem ser adotadas medidas, mas deve ser divulgada uma posição comum sobre a Síria. Por enquanto, entre os europeus apenas a França e o Reino Unido se declararam favoráveis à intervenção militar.

Nas conversas informais, os líderes europeus defendem que seja esperado o resultado do trabalho dos peritos das Nações Unidas sobre os ataques com armas químicas, no último dia 21, quando mais de 1 mil pessoas morreram.Para o chanceler de Portugal, Rui Machete, uma intervenção militar na Síria só deve ocorrer se houver autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse que o Brasil é contra a intervenção militar por acreditar que a solução para o fim do impasse deve ser por meio do diálogo e do consenso.

ONU faz pedido ao G20

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu aos líderes do G20 (grupo que reúne as maiores economias mundiais) que evitem uma guerra contra a Síria e busquem a solução negociada para o fim do impasse. Ele alertou que a “situação humanitária no país é catastrófica”. Em mais de dois anos de conflitos, cerca de 100 mil pessoas morreram e, diariamente, aproximadamente 2 mil tentam deixar o país em busca de abrigo.

“Há que se explorar formas de evitar maior militarização do conflito e promover a busca de uma solução política”, ressaltou o secretário que participa das discussões da cúpula do G20, em São Petersburgo, na Rússia. A presidente Dilma Rousseff e os principais líderes políticos mundiais também estão presentes.

“(Apelo para que o G20 e o Conselho de Segurança da ONU) reconheçam a necessidade de uma solução política para uma crise humanitária grave e trágica”, disse Ki-moon. “Estamos todos extremamente preocupados e queremos ver o fim do sofrimento do povo. O mundo deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para acabar com o sofrimento dos sírios”, acrescentou.

O secretário ressaltou que os países vizinhos à Síria, para os quais vai grande número de pessoas em busca de abrigo, receberam apenas 40% dos fundos necessários. Segundo ele, o dinheiro está limitado. “Devemos ajudar os vizinhos da Síria que tão generosamente acolheram os refugiados”, reiterou.


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