A alta representante para os Negócios Estrangeiros (equivalente a ministra das Relações Exteriores) da União Europeia, Catherine Ashton, disse que não devem ser adotadas medidas, mas deve ser divulgada uma posição comum sobre a Síria. Por enquanto, entre os europeus apenas a França e o Reino Unido se declararam favoráveis à intervenção militar.
Nas conversas informais, os líderes europeus defendem que seja esperado o resultado do trabalho dos peritos das Nações Unidas sobre os ataques com armas químicas, no último dia 21, quando mais de 1 mil pessoas morreram.Para o chanceler de Portugal, Rui Machete, uma intervenção militar na Síria só deve ocorrer se houver autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse que o Brasil é contra a intervenção militar por acreditar que a solução para o fim do impasse deve ser por meio do diálogo e do consenso.
ONU faz pedido ao G20
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu aos líderes do G20 (grupo que reúne as maiores economias mundiais) que evitem uma guerra contra a Síria e busquem a solução negociada para o fim do impasse. Ele alertou que a “situação humanitária no país é catastrófica”. Em mais de dois anos de conflitos, cerca de 100 mil pessoas morreram e, diariamente, aproximadamente 2 mil tentam deixar o país em busca de abrigo.
“Há que se explorar formas de evitar maior militarização do conflito e promover a busca de uma solução política”, ressaltou o secretário que participa das discussões da cúpula do G20, em São Petersburgo, na Rússia. A presidente Dilma Rousseff e os principais líderes políticos mundiais também estão presentes.
“(Apelo para que o G20 e o Conselho de Segurança da ONU) reconheçam a necessidade de uma solução política para uma crise humanitária grave e trágica”, disse Ki-moon. “Estamos todos extremamente preocupados e queremos ver o fim do sofrimento do povo. O mundo deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para acabar com o sofrimento dos sírios”, acrescentou.
O secretário ressaltou que os países vizinhos à Síria, para os quais vai grande número de pessoas em busca de abrigo, receberam apenas 40% dos fundos necessários. Segundo ele, o dinheiro está limitado. “Devemos ajudar os vizinhos da Síria que tão generosamente acolheram os refugiados”, reiterou.